15 de agosto de 2026 · 1 min de leitura
Metamorfose
por Cléo SilvaEu não sei não ser pequena
Sou apenas uma lagarta
A minha evolução me mata
Em meu casulo cumpro a pena
Bem no âmago do meu ser
Vivo morrendo aos poucos
Entre gritos mudos, roucos
Até o meu anoitecer
Vivo mesmo enquanto morro
Pois crescer é dolorido
Sou larva, verme exaurido
Como medo, grito: Socorro!!
Mas eis que uma luz brilhante
Surge leve ao meu redor
E eu que já era pó
Muda, mudo o meu semblante
Minhas finas asas agora
Abrem-se ainda pequenas
Mas logo elas estão plenas
E vôo livre pela aurora
Iluminatriz
Sobre o autor
Eu não respirava antes da poesia
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