Penso em Verso

16 de agosto de 2026 · 1 min de leitura

Pequeninas coisas da vida

por Emile Augusta
Eu enxergo as gotas de orvalho depois da chuva E os passarinhos que correm perigo nos fios de alta tensão Eu observo o sorriso das pessoas na rua quando estou no ônibus andando pela cidade Fico me perguntando: pq será que estão sorrindo? E ao mesmo tempo que guardo o sorriso delas comigo, penso que nunca saberei Tenho certeza que nunca me conhecerão Mas elas alegram minha vida, num gosto agridoce, num tom de melancolia boa de se sentir Como em the smiths "me leve para fora esta noite..." "Porque eu quero ver pessoas, eu quero ver a vida" Eu cansei de ver a vida nas coisas implícitas, vagarosas Nas falhas do tempo Curtas ou longas Nas entrelinhas das Palmas das mãos das crianças que eu abracei E que me diziam que eu era linda Eu gostaria muitíssimo De traduzir todas as minúsculas coisas significativas Que fazem da vida, a vida Que quase ninguém percebe E colocar no outdoor na entrada da cidade E eu vou passar a minha vida tentando traduzi-las em minhas cartas, poemas, livros Mas, Oh! Senhor! Tomara que eu só consiga terminar este trabalho, quando eu estiver alguns suspiros antes de minha morte... Porque se não, morrerei cedo demais.

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